Sífilis
um panorama epidemiológico do Brasil e do município de Volta Redonda/RJ
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.385.5.2018Palavras-chave:
Sífilis, Epidemiologia, Infecções Sexualmente TransmissíveisResumo
A sífilis é uma doença infectocontagiosa, uma enfermidade sistêmica, curável e exclusiva do ser humano. É causada por uma espiroqueta, a Treponema pallidum, e tem como principal via de transmissão o contato sexual, seguido pela transmissão vertical, e também pode ser transmitida por transfusão sanguínea, porém, é incomum na atualidade. A Sífilis é uma doença de notificação compulsória regular (em até sete dias), tanto a forma adquirida, congênita, quanto a sífilis na gestante. A notificação e vigilância são imprescindíveis para interromper a cadeia de transmissão e indicar as medidas de controle. O número de casos de sífilis no Brasil aumentou no período de 2014 a 2016, e um dos motivos foi o desabastecimento da penicilina benzatina, que ocorreu em nível global, além do aumento de notificação que pode ser atribuído a ampliação da distribuição do teste rápido. Em 2016, foram notificados no Brasil 87.593 casos de sífilis adquirida; a sífilis em gestantes foi de 12,4 casos a cada 1.000 nascidos vivos; e de sífilis congênita, foram notificados um total de 20.474 casos. Vale ressaltar que a sífilis na gestação causa mais de 300 mil mortes fetais e neonatais por ano no mundo. Ao analisar o retrato da sífilis no município de Volta Redonda/RJ, entre o período de 2012 a 2017, detectou-se um significativo aumento nos casos a partir de 2014, com cerca de 50% do total registrados em 2017. Foram notificados, em total absoluto, 231 casos de sífilis adquirida, 172 em gestante e 80 na forma congênita. Na prática clínica, podemos observar a existência de carência de informações acerca da sífilis, tanto por parte da população quanto por parte dos profissionais de saúde. Neste último, percebemos discrepância em relação à conduta diagnóstica e tratamento. O seu desconhecimento torna a problemática das infecções sexualmente transmissíveis ainda maior. Para o combate à sífilis, é fundamental a instituição de normas que visem à promoção de ações, por equipe qualificada, direcionadas ao controle da doença, incluindo ações de notificação, busca ativa, tratamento adequado e acompanhamento sorológico para comprovação da cura, a fim de que possam ser propostas mudanças que impliquem em um melhor enfrentamento da doença e, por sua vez, numa melhor qualidade de vida.
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