Rastreamento do câncer de mama
o mamógrafo como equipamento de rastreio
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.474.4.2017Palavras-chave:
câncer de mama, mamógrafo, rastreamentoResumo
O câncer lidera as causas de morte no mundo e, entre mulheres, o tumor de mama é o mais prevalente, depois do de pele não melanoma. No Brasil, em 2014, o câncer de mama representou 14.786 dos óbitos registrados (DataSUS). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é estimado que em 2016 um total de 57.960 novos casos tenham sido notificados. Frente a essa problemática, a iniciativa do Outubro Rosa na atenção primária, bem como a disponibilização gratuita de mamografias na rede pública de saúde exemplificam as medidas de diagnóstico precoce e rastreamento que têm sido implementadas nos diferentes níveis de atenção à saúde nas últimas décadas. Como equipamento para o rastreio, o mamógrafo tem sido uma tecnologia fundamental. Visto isso, o presente trabalho justifica-se pela necessidade de prover no ambiente acadêmico informação acerca do rastreamento de câncer de mama, através da mamografia. Assim, são objetivos dessa produção: fazer levantamento de dados acerca da quantidade de mamógrafos existentes no país e sua distribuição no território nacional e o número de mamografias realizadas. Além disso, discutir acerca dos benefícios e malefícios do rastreamento feito com o mamógrafo. O caminho metodológico utilizado para elaborar essa proposta foi utilizar dados disponibilizados pelo Sismama, DATASUS e INCA, além de artigos disponibilizados na plataforma SciELO. A princípio foram colhidos os dados referentes ao número de mamógrafos existentes, no ano de 2017, nos estados da federação e separados como equipamentos pertencentes ao SUS e particulares. Na sequência, foram estabelecidos os dados das mamografias realizadas no Brasil. Após revisão da literatura, foram desenvolvidos gráficos com os resultados encontrados e analisados aspectos positivos e negativos do rastreamento por mamografia. Como resultados foram encontrados 4.827 mamógrafos, desses apenas 4.623 estão em uso, dos quais 2.053 pertencem ao SUS. Observou-se que a maior concentração de equipamentos predomina nos grandes centros urbanos. Foram realizadas 420.389 mamografias em 2016, o que representa um aumento de 8,38% em comparação com 2015. A literatura permitiu concluir que o diagnóstico precoce do câncer de mama permite um tratamento menos agressivo e menor chance de óbito pelo câncer, em função do tratamento precoce. Em relação aos aspectos negativos, conclui-se que a chance de ocorrerem resultados falso-positivos, gera estresse e ansiedade nas mulheres. Além disso, a indução de câncer de mama pela radiação e morte por cânceres radioinduzidos é um agravante no uso do mamógrafo em faixas etárias abaixo de 50 anos.
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