Significados atribuídos ao envelhecimento e a educação médica
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.611.3.2016Palavras-chave:
envelhecimento, educação médicaResumo
Muitos são os significados atribuídos aos sujeitos que trazem consigo as marcas do envelhecimento. Esse processo, natural por excelência, guarda na comunidade humana a construção de significados específicos, tanto quanto aqueles relativos ao nascimento, infância, adolescência ou ainda, à vida adulta. Cada uma dessas dimensões, guarda consigo um universo simbólico próprio, rico em significações. Não poderia ser diferente no âmbito da vida dos sujeitos que foram marcados pelo tempo, as mudanças que ocorreram no corpo e na psique, permitem emergir, por efeito da memória, os registros do ambiente, dos fatos historicizados, seja no âmbito da história pessoal como aquela que se torna vivência do contexto social. Contudo, o sujeito envelhecido define-se em relação aos outros sujeitos e, como sabemos que todos os sujeitos são, por natureza, diferentes, nos parece que a classificação etária se torna meio de identificação dos sujeitos no contexto das relações sociais. Aos envelhecidos, o contexto das relações sociais produzirá conceitos retratores dos papéis sociais que eles expressam e, quanto mais diferenciado o papel social, isto é, quanto mais extraordinário o papel social desempenhado, mais difícil se torna a identificação desses sujeitos segundo os conceitos perpetuados pela cultura. Assim, a dificuldade estaria posta, designações como velho(a), ancião(ã), vovô(ó), terceira idade, idade de ouro, idoso(a); enfim, as designações sugerem um meio de identificação dos sujeitos ao mesmo tempo que trazem consigo o universo simbólico próprio do conceito tipificado. O trato relativo a esses sujeitos não pode passar desatento à formação médica; afinal, o Brasil, como se prevê a confirmação estatística será, dentro de algumas décadas, um país de idosos. O aprendizado acerca da simbologia implicada no uso dos conceitos também indicaria o modo como a medicina compreende e se relaciona com esses sujeitos envelhecidos, de modo que as intervenções geriátricas e gerontológicas devem ser resignificadas porque a significação desses sujeitos está sendo drasticamente alterada num curto espaço de tempo, isto é, ao longo de poucas décadas.
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