Utilização da OSCE como método de ensino
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.625.3.2016Palavras-chave:
OSCE, métodos de ensino, avaliação clínicaResumo
A avaliação de competências clínicas no ensino superior médico tem se apresentado como uma necessidade para assegurar um processo formativo de qualidade. Com isso, faz-se necessário discutir a forma de avaliação das competências necessárias para uma atuação profissional assertiva, integrada, humanizada e solidária, destacando, neste estudo, a competência e habilidade clínica. De certo, esta é melhor alcançada quando os graduandos demonstram, na prática, a assimilação dos conhecimentos adquiridos em sala, além do domínio das habilidades clínicas que lhes permitam solucionar um problema de saúde. O desenvolvimento de um sistema de avaliação que integre diferentes meios para avaliar os conteúdos de aprendizagem propostos é fundamental, pois, com uma abordagem multidisciplinar que contemple os assuntos ministrados, juntamente ao contexto humanístico, é conseguido que a avaliação de competências seja um processo formativo e integrado. O exame clínico objetivo estruturado (Objective Structures Clinical Examination, OSCE), se apresenta como adequado para avaliar competências clínicas, por demonstrar validade suficiente na interpretação de resultados e na aplicação em diferentes contextos. Trata-se de uma estratégia de avaliação em que os avaliados se alternam por estações onde se encontram pacientes reais ou simulados, com o propósito de desenvolver determinados procedimentos, para os quais deve haver o desencadear de uma sequência de conhecimentos, habilidades e atitudes para uma atuação assertiva. Antes de adentrar na estação, o avaliando dispõe de tempo adequado para ler o caso clínico e as instruções para realizar os procedimentos ou cuidados propostos. Em cada estação, o avaliando permanece um tempo predeterminado, realizando a tarefa solicitada, sob a observação de um avaliador, que no presente estudo, é outro acadêmico de medicina de períodos mais avançados. Por meio de um checklist previamente elaborado, e em consonância com os objetivos de aprendizagem propostos, a avaliação de competências clínicas desenvolvidas é efetivada. No contexto do ensino modular, é importante avaliar os conteúdos dentro da complexidade em que se inserem, com todas as suas perspectivas e subdivisões. Ademais, a avaliação feita por outros acadêmicos, mostrou-se eficaz e por vezes mais exigente quando comparada a avaliação de professores sobre o mesmo exame realizado. Dessa forma, temos que a experimentação do aluno como avaliador, permite que haja aproximação conceitual quanto ao conteúdo e práticas avaliados, além de permitir interação, acolhimento e identificação entre alunos mais adiantados e mais novos, o que acaba por aperfeiçoar o processo de aprendizagem.
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