Humanidades em medicina
uma aliança necessária
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.690.2.2015Palavras-chave:
Humanidades, humanização, desumanização, medicina, educaçãoResumo
Introdução: Hoje, a humanização em medicina é um desafio. A profissão passou por uma desumanização que começou a ser evidenciada na pratica médica. Sua necessidade é demonstrada quando se faz uma análise das consequências que sua ausência causa, pelas reclamações dos clientes ao ato médico. Diante de problemas como: falha na organização do trabalho, condições de trabalho, mecanização da medicina, evolução tecnológica, que implicaram na deterioração da relação médicopaciente, fez-se necessária a implantação e o desenvolvimento de disciplinas que visam humanizar a medicina e o próprio médico, as Humanidades Médicas. Objetivos: Este trabalho visa discutir a importância e a necessidade da aplicabilidade das humanidades no curso de graduação em medicina e a formação da condição humana do médico, do caráter humanitário da sua profissão, da componente humanística da sua preparação e do caráter humanístico da sua orientação filosófica. Metodologia: Para a revisão de literatura proposta, serão levantados os mais recentes artigos sobre o tema, nas bases de dado Scielo e Ministério da Educação, e serão utilizados capítulos de livros disponíveis na Biblioteca Central do UniFOA. Discussão: Percebe-se, por certo, uma valorização excessiva da tecnologia em detrimento de outras dimensões intersubjetivas. Assim, é fundamental uma mudança curricular como a Medicina Integral, que visa tratar o paciente como um todo e exclui a visão limitada ao escopo biológico. Conclusão: Com o trabalho, percebemos que, dos médicos, espera-se algumas características que, apesar de parecerem naturais do indivíduo, podem ser aprendidas e desenvolvidas. Dentre elas, destacam-se: respeito pelas pessoas, decisão, objetividade, adaptabilidade, sensibilidade, generosidade, discrição, curiosidade, responsabilidade, dedicação, compreensão, conhecimentos, afetos, experiências suficientes para ação, comunicação adequada, intuição para reconhecer aquilo que vai além do que aparece como concreto e visível, empatia, respeito e tolerância.
Referências
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