Vício em trabalho x desenvolvimento da síndrome de burnout
uma revisão da literatura
DOI:
https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.1915.2024Palavras-chave:
workaholism. síndrome de burnout. vigilância em saúde do trabalhador.Resumo
Este estudo investiga a relação entre o vício em trabalho, também conhecido como workaholism, e o surgimento da Síndrome de Burnout, com ênfase nos impactos sobre a saúde física e mental dos trabalhadores. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada a partir dos descritores “workaholism”, “Síndrome de Burnout” e “vigilância em saúde do trabalhador”. As pesquisas indicam que o workaholism está associado a transtornos como ansiedade e depressão, além de afetar negativamente a qualidade de vida dos trabalhadores, bem como causar um cansaço extremo, assim como a Síndrome de Burnout. Modelos teóricos, como o Modelo Demanda-Controle e o Modelo JD-R Demerouti e Bakker foram empregados para compreender como as características do ambiente de trabalho podem contribuir para o desenvolvimento do Burnout. Além disso, estudos preliminares identificam uma associação a autoavaliação negativa e insatisfação no trabalho. A análise destaca a importância de reconhecer o workaholism como um fator de risco relevante para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout, enfatizando a necessidade de estratégias de prevenção que promovam um equilíbrio adequado entre vida profissional e pessoal. Ademais, foi constatado que esses dois conceitos estão interligados, já que possuem sintomas em comum e o vício em trabalho pode ser um fator desencadeante dessa síndrome. Embora o Burnout seja uma condição complexa e multidimensional, ele exige uma abordagem abrangente para sua prevenção e tratamento, visando garantir o bem-estar dos trabalhadores e favorecer um ambiente laboral mais saudável.
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