Adesão à Vacina contra o HPV no Âmbito do Sistema Único de Saúde no Município de Volta Redonda-RJ
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.270.6.2019Palavras-chave:
HPV, Vacinação, AdesãoResumo
A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) foi criada no intuito de melhorar a prevenção contra o câncer de colo de útero, junto com o exame colpocitológico. Distribuída gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde desde 2014, no Brasil, o Ministério da Saúde indica, atualmente, a vacinação em duas doses para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A dificuldade de aceitação da vacina, junto ao seu relevante papel de prevenção das infecções pelo HPV, tornam o assunto um debate importante para possíveis intervenções que possam garantir melhora na divulgação de informação, tendo em vista a baixa adesão à vacinação. O objetivo do estudo foi verificar a adesão percentual da população à vacina contra o HPV, na rede de saúde pública do município Sul Fluminense de Volta Redonda (VR), desde o ano de implantação até 2018, e compará-las a níveis estadual e nacional. Foram utilizados a quantidade de vacinados com as duas doses e o número estimado de habitantes de VR, do estado do Rio de Janeiro (RJ) e do Brasil (BR), dentro da faixa etária alvo, disponibilizados na plataforma DATASUS e em dados da Secretaria Municipal de Saúde. Posteriormente, foi calculada a taxa percentual de adesão feminina às duas doses, nas regiões citadas, para fins comparativos. No ano de 2014, houve 17,2% de adesão de meninas às duas doses em VR, 32,8% no RJ e 34% no BR. Esses índices decaíram nos três locais, de modo a chegar a 6,7%; 8,6% e 8,9% em 2018. Motivos apontados para essa queda incluem não entendimento dos pais dos adolescentes quanto à importância e à eficácia da vacina; resistência dos mesmos em abrir um diálogo sobre sexualidade com seus filhos; medo das supostas reações adversas e movimentos antivacina. A adesão mais baixa em VR sugere que a abrangência das campanhas pode não ter sido suficiente nas cidades do interior, quando comparada a regiões metropolitanas e capitais. Isso tudo levou a uma irrisória taxa de imunização efetiva em VR, o que é um resultado preocupante e que indica necessidade de intervenção. Conclui-se que a adesão ainda é insatisfatória, evidenciando a urgência de continuidade assídua da divulgação da relevância da vacina, seus benefícios e sua segurança, para que haja a prevenção efetiva do câncer de colo de útero e sua possível erradicação.
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